O tratamento do silêncio costuma partir de pessoas que não possuem capacidade de dialogar, ou seja, de ouvir o outro e respeitar outros pontos de vista que não o seu.

O “tratamento”, na verdade, é o silêncio do abusador, que passa dias (e até meses) sem falar com a vítima, geralmente após ter sido confrontado ou contrariado de alguma maneira. O agressor, quando está frustrado, se recusa a dialogar e decide não falar como forma de punir e inferiorizar o outro.

Uma das formas mais comuns de aplicação do tratamento do silêncio é na educação de crianças e adolescentes. O comportamento é bastante frequente em famílias que optam por educar os filhos de forma autoritária — sem dar espaço para que eles expressem descontentamento ou contrariedade diante das regras e valores da casa.

O silêncio, então, viria como forma de punir o enfrentamento ou o questionamento, obrigando o filho a mudar seu comportamento “na marra” para voltar a ser considerado parte da família. O problema é que, especialmente em crianças pequenas, esse tipo de comportamento abusivo pode ser extremamente doloroso. A criança não sabe interpretar o silêncio e não sabe se aquilo vai ser para sempre.

Como resultado, a vítima passa a se sentir menos merecedora de amor, tem dúvidas sobre a própria importância na vida familiar, começa a duvidar da própria capacidade em se comunicar e pode até começar a acreditar que os próprios sentimentos não têm relevância.

Recusar-se a ouvir e conversar com o filho ou o parceiro após uma briga —e até mesmo sumir e não retornar mensagens ou ligações telefônicas — são as principais formas do “tratamento do silêncio”, uma espécie de abuso emocional que afeta a autoestima e provoca muito sofrimento em quem o recebe.

Quem recorre a esse tipo de resolução de conflitos costuma ser autoritário e buscar a submissão do outro. É um comportamento que reforça essa postura de ‘impor respeito’ e de dependência. O resultado é que a vítima se sente vulnerável, culpada e pode ficar ansiosa tentando entender o que fez de tão errado para ser ignorada.

Rosana C. Dalmasso
CRP 05/45981

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