TRATAMENTO DO SILÊNCIO

O tratamento do silêncio costuma partir de pessoas que não possuem capacidade de dialogar, ou seja, de ouvir o outro e respeitar outros pontos de vista que não o seu. O “tratamento”, na verdade, é o silêncio do abusador, que passa dias (e até meses) sem falar com a vítima, geralmente após ter sido confrontado ou contrariado de alguma maneira. O agressor, quando está frustrado, se recusa a dialogar e decide não falar como forma de punir e inferiorizar o outro. Uma das formas mais comuns de aplicação do tratamento do silêncio é na educação de crianças e adolescentes. O comportamento é bastante frequente em famílias que optam por educar os filhos de forma autoritária — sem dar espaço para que eles expressem descontentamento ou contrariedade diante das regras e valores da casa. O silêncio, então, viria como forma de punir o enfrentamento ou o questionamento, obrigando o filho a mudar seu comportamento “na marra” para voltar a ser considerado parte da família. O problema é que, especialmente em crianças pequenas, esse tipo de comportamento abusivo pode ser extremamente doloroso. A criança não sabe interpretar o silêncio e não sabe se aquilo vai ser para sempre. Como resultado, a vítima passa a se sentir menos merecedora de amor, tem dúvidas sobre a própria importância na vida familiar, começa a duvidar da própria capacidade em se comunicar e pode até começar a acreditar que os próprios sentimentos não têm relevância. Recusar-se a ouvir e conversar com o filho ou o parceiro após uma briga —e até mesmo sumir e não retornar mensagens ou ligações telefônicas — são as principais formas do “tratamento do silêncio”, uma espécie de abuso emocional que afeta a autoestima e provoca muito sofrimento em quem o recebe. Quem recorre a esse tipo de resolução de conflitos costuma ser autoritário e buscar a submissão do outro. É um comportamento que reforça essa postura de ‘impor respeito’ e de dependência. O resultado é que a vítima se sente vulnerável, culpada e pode ficar ansiosa tentando entender o que fez de tão errado para ser ignorada. Rosana C. Dalmasso CRP 05/45981 O que achou deste post? Comente abaixo! Siga-me no Instagram: www.instagram.com/psi.rosanadalmasso #silencio #arteterapia #hipnoterapia #psicologia #psicoterapia #terapia #saudemental #amor #autoconhecimento #vida #amorproprio #autoestima #ansiedade #saude #gratidão #paz #bemestar #frases #terapia #psicologa #felicidade #psicanalise #foco #coaching #psicologiaclinica #amar #reflexao #meditacao #familia
Como você está de verdade??

As pessoas não estão acostumadas a dar ouvidos às emoções e se permitirem lidar com elas, mas isso é imprescindível para o crescimento emocional. Não temos como controlar tudo que acontecerá conosco, as situações difíceis que surgirão ao longo da vida e, muito menos, como nos sentiremos em relação a elas. As emoções não podem ser inibidas, ao contrário, o ideal é senti-las na sua totalidade e aprender a gerenciá-las. O modo de vida de hoje permite cada vez menos olharmos para dentro de nós, já que a todo tempo somos estimulados a olhar para fora, para as coisas externas como trabalho, estudo, família, dinheiro e, até mesmo, ao celular sempre cheio de notificações. As distrações são muitas e, na verdade, olhar para si é um exercício que boa parte das pessoas não foi ensinada a fazer. Hoje em dia parece muito difícil estar em silêncio, focar nas suas percepções, emoções e se permitir ouvir o que elas podem nos dizer. Pouco tempo que ficamos mais introspectivos ou quietos já é suficiente para nos deixar entediados, então buscamos artifícios como uma playlist para ouvir, uma série para maratonar ou ver as redes sociais, por exemplo. Por acharmos muitas vezes, que não vamos conseguir lidar com as emoções, somos tentados a varrer tudo que sentimos para debaixo do tapete. A verdade é que temos medo do que vamos encontrar se olharmos muito para dentro, que provavelmente é algo muito difícil de enfrentar e que não daremos conta. Diante disso pensamos: não posso demonstrar o que estou sentindo, não posso ficar triste, preciso sair para me distrair ou fazer alguma coisa. Nesse movimento de evitar sentir as coisas acabamos com um acúmulo de sentimos que não conseguimos enfrentar e que, potencializados, nos fazem tomar certas atitudes impulsivas como responder de maneira um pouco mais agressiva sem ter motivo aparente, brigamos com as pessoas sem justificativa plausível ou mesmo ficamos tristes sem saber direito o porquê. Um exercício, nesse caso, é usar os três Passos da Gestão de Emoção. Confira: 1 – Pare e sinta essa emoção: Não reprima seus sentimentos e não tente fingir que não está sentindo. Todas as emoções são importantes e precisam de um espaço para serem sentidas. 2 – Perceba as reações que ela causa no seu corpo: Se pergunte o que esse sentimento está trazendo de consequência para sua vida. Uma emoção não gerenciada, independentemente se positiva ou negativa, pode trazer muitos resultados não desejados. 3 – Pense na emoção que está sentindo: Descubra de onde veio essa emoção. Com a gestão da emoção, você pode começar a buscar o que fazer com esse sentimento para se sentir melhor. Esse exercício ajuda a não descontarmos nossa frustração nos outros, o que poderia causar mais problemas. A prática de reconhecer as próprias emoções ajuda, também, a aprender a perceber as emoções dos outros e isso colabora muito com nossos relacionamentos interpessoais. Rosana C. Dalmasso CRP 05/45981 O que achou deste post? Comente abaixo! Siga-me no Instagram: www.instagram.com/psi.rosanadalmasso #arteterapia #hipnoterapia #psicologia #psicoterapia #terapia #saudemental #amor #autoconhecimento #vida #amorproprio #autoestima #ansiedade #saude #gratidão #paz #bemestar #frases #terapia #psicologa #felicidade #psicanalise #foco #coaching #psicologiaclinica #amar #reflexao #meditacao #familia
A lenda da borboleta azul

Esta lenda oriental da borboleta azul conta que muitos anos atrás um homem ficou viúvo e teve que se responsabilizar por suas duas filhas. As duas meninas eram muito curiosas, inteligentes e sempre tinham desejo de aprender. Constantemente lançavam perguntas ao pai para satisfazer a sua fome pelo saber. Às vezes seu pai conseguia responder com sabedoria, mas em muitos casos as perguntas de suas filhas o impediam de lhes dar uma resposta correta ou convincente. Vendo a inquietação das duas meninas, ele decidiu enviá-las de férias para conviver e aprender com um sábio, que vivia no topo de uma colina. O sábio era capaz de responder a todas as perguntas que as pequenas lhe lançavam, sem sequer titubear. Contudo, as duas irmãs decidiram fazer uma armadilha ao sábio para medir a sua sabedoria. Certa noite, ambas começaram a idealizar um plano: propor ao sábio uma pergunta que ele não fosse capaz de responder. – Como poderemos enganar o sábio? Qual pergunta poderíamos lhe fazer que ele não seria capaz de responder? – perguntou a irmã menor à mais velha. – Espere aqui, já vou lhe mostrar – disse a mais velha. A irmã mais velha saiu pelo morro e regressou após uma hora. Tinha o seu avental fechado feito um casaco, escondendo alguma coisa. – O que você tem ai? – Perguntou a irmã menor. A irmã mais velha colocou sua mão no avental e mostrou a menina uma bela borboleta azul. – Que maravilha! O que você vai fazer com ela? – Esta será a nossa arma para fazer a pergunta-armadilha ao mestre. Iremos procurá-lo e vou esconder esta borboleta na minha mão. Então perguntarei ao sábio se a borboleta que está na minha mão está viva ou morta. Se ele responder que está viva, apertarei a minha mão e a matarei. Se responder que está morta, a deixarei livre. Portanto, qualquer que seja a sua resposta, a sua resposta sempre estará errada. Aceitando a proposta da irmã mais velha, as meninas foram procurar o sábio. – Mestre – disse a mais velha – Pode nos dizer se a borboleta que está na minha mão está viva ou morta? O sábio respondeu com um sorriso maroto: “Depende de você, ela está nas suas mãos”. A borboleta azul e a nossa realidade Nosso presente e nosso futuro estão exclusivamente nas nossas mãos. Nunca devemos culpar alguém se alguma coisa falhar. Se perdemos alguma coisa, ou se ganhamos alguma coisa, nós somos os únicos responsáveis. A borboleta azul representa as nossas vidas. Só depende de você criar a vida que quiser. A terapia pode te ajudar a se sentir mais consciente e confiante com as suas escolhas. Rosana C. Dalmasso CRP 05/45981 Tags: #arteterapia #hipnoterapia #psicologia #psicoterapia #terapia #saudemental #amor #autoconhecimento #vida #amorproprio #autoestima #ansiedade #saude #gratidão #paz #bemestar #frases #terapia #psicologa #felicidade #psicanalise #foco #coaching #psicologiaclinica #amar #reflexao #meditacao #familia
